A WaFd, controladora do WaFd Bank, e a EverBank Financial Corp anunciaram em 7 de setembro de 2026 um acordo de fusão reversa avaliado em aproximadamente US$ 3,9 bilhões. A operação pretende combinar as duas instituições e ampliar a escala do grupo no mercado bancário dos Estados Unidos, mas ainda não foi concluída.
Pelos termos divulgados, a EverBank Financial será incorporada pela WaFd, que permanecerá como a companhia resultante da transação. Após a conclusão, a empresa deverá adotar o nome EverBank Financial Corp e negociar suas ações na Nasdaq sob o código EVBK. O acordo foi assinado em 6 de setembro e anunciado publicamente no dia seguinte.
Segundo o comunicado da EverBank, a combinação foi estruturada para reunir as operações das duas companhias em uma instituição de maior porte. A conclusão está projetada para o início de 2027, desde que sejam obtidas as aprovações necessárias e cumpridas as demais condições previstas no acordo.
Como a fusão entre WaFd e EverBank será estruturada
A operação também envolve a integração dos bancos operacionais. O WaFd Bank, banco comercial estadual sediado no estado de Washington, deverá ser incorporado ao EverBank, N.A., uma instituição bancária nacional supervisionada pelo Office of the Comptroller of the Currency, conhecido pela sigla OCC.
O processo ainda depende da aprovação dos acionistas da WaFd e de autorizações regulatórias do Federal Reserve e do OCC. O Formulário 8-K apresentado à Securities and Exchange Commission também registra outras condições previstas para a efetivação da transação. Portanto, os números projetados para o banco combinado não representam uma estrutura já concluída.
A documentação formal da operação está no acordo de fusão arquivado na SEC. Como ocorre em transações bancárias desse porte, o cronograma pode depender da análise das autoridades, das deliberações societárias e do atendimento de requisitos estabelecidos pelas partes.
Banco combinado poderá alcançar US$ 75 bilhões em ativos
Materiais divulgados posteriormente pelas empresas indicam que a instituição resultante poderá reunir aproximadamente US$ 75 bilhões em ativos. A estimativa considera dados de 30 de junho de 2026 e foi apresentada como uma projeção para a organização combinada, não como um balanço consolidado após a conclusão da fusão.
Na mesma referência, a EverBank informa que possuía cerca de US$ 37,7 bilhões em depósitos, enquanto o WaFd reunia aproximadamente US$ 21 bilhões. A soma desses dados ajuda a dimensionar a posição de captação das duas instituições, embora a integração operacional e contábil ainda dependa das etapas previstas no acordo.
A transação também deverá ampliar a presença física do grupo. De acordo com a página “Stronger Together”, da EverBank, o banco combinado poderá operar aproximadamente 254 agências ou centros financeiros em 11 estados. A rede reunirá a atuação nacional e digital da EverBank com a presença regional do WaFd no oeste dos Estados Unidos.
Impactos potenciais para clientes e empresas
Para o mercado, a fusão representa uma tentativa de combinar perfis distintos de atuação bancária. A EverBank tem presença nacional e operações digitais, enquanto o WaFd possui raízes regionais e uma rede voltada a comunidades e empresas do oeste americano. A união poderá ampliar a cobertura geográfica e a capacidade de atendimento a clientes de varejo e comerciais.
O acordo também pode alterar a escala de oferta de depósitos, crédito e serviços financeiros do grupo, caso seja aprovado e implementado conforme o planejado. No entanto, as fontes da operação não apresentam, nesta etapa, mudanças específicas para contratos, tarifas, agências ou produtos individuais dos clientes. Por isso, eventuais efeitos práticos dependerão dos planos de integração que serão divulgados posteriormente.
A página informativa do WaFd Bank sobre a fusão reforça que a operação anunciada ainda está sujeita às aprovações aplicáveis. Até que o processo seja concluído, WaFd e EverBank permanecem como instituições separadas, e a previsão de criação de um banco maior deve ser tratada como uma expectativa condicionada ao aval dos acionistas e dos reguladores.