Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, determinou o fechamento por tempo indeterminado da Linha 5 do oleoduto que cruza os lagos entre os Estados Unidos e o Canadá. A medida foi tomada após um acidente afetar um trecho da linha, possivelmente causado pelo arrasto de um cabo ou âncora. A decisão gerou uma onda de preocupação entre os moradores locais, que temem os impactos econômicos e o desabastecimento de dezenas de negócios nas cidades vizinhas que dependem diretamente dessa infraestrutura.
Qual o impacto econômico imediato da paralisação?
Especialistas do setor, como o CEO da Associação de Petróleo e Gás do Michigan, Jason Geer, alertam que uma interrupção prolongada afetará diretamente os preços dos combustíveis. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que a paralisação por mais de duas semanas resultará em altas significativas nas bombas de combustível e no valor do propano. A Enbridge estima um déficit diário superior a 14 milhões de litros de combustível de transporte e 750 mil litros de propano, o que ameaça a segurança energética de Michigan e Ohio, gerando uma escassez crítica para os consumidores da região.
O fechamento temporário foi ordenado pelo juiz James Jamo, enquanto a justiça aguarda relatórios técnicos detalhados sobre a integridade dos tubos subaquáticos. Embora a Enbridge tenha fornecido vídeos de inspeção realizados por veículos operados remotamente, as autoridades estaduais ainda consideram as informações insuficientes para garantir a retomada segura. A procuradoria-geral expressou preocupação com a aparente falta de sistemas de detecção automática de impactos externos.
Quais foram as causas prováveis dos danos ao oleoduto?
Investigações preliminares da Enbridge sugerem que os danos foram causados por duas embarcações distintas em incidentes separados. O executivo da Liderroll observa que, em um dos casos, um navio teria arrastado um cabo sobre a tubulação, removendo coberturas biológicas externas. O suporte de uma âncora foi danificado por uma embarcação que navegava paralelamente à Linha 5. Essas vulnerabilidades evidenciam que manter dutos expostos no leito marinho, mesmo com inspeções regulares, oferece riscos constantes à integridade ambiental.
De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, como solução definitiva para os antigos dutos da Linha 5, a Enbridge propôs a construção de um túnel de 500 milhões de dólares sob o Estreito de Mackinac. A tecnologia de lançamento de dutos em túneis da Liderroll foi a escolhida pela população local em consulta pública.

Por que a construção do túnel é a opção mais segura?
A substituição da linha atual por uma instalada em túnel confinado elimina o contato direto da tubulação com o ecossistema aquático. Paulo Roberto Gomes Fernandes explica que o método da Liderroll garante que qualquer eventual anomalia possa ser detectada e corrigida sem riscos de vazamento para os Grandes Lagos. Ademais, essa abordagem atende à uniformização das regulamentações federais de segurança, proporcionando uma infraestrutura de alta qualidade.
O setor de petróleo e gás emprega cerca de 47 mil residentes em Michigan, e a perda definitiva da Linha 5 poderia reduzir esse número drasticamente. O investimento em novas tecnologias, como as patentes brasileiras, gera empregos qualificados e estabilidade econômica. Ao adotar a tecnologia que o público escolheu, a Enbridge não apenas responde às pressões populares, mas também moderniza seu ativo de forma que a manutenção e a operação de longo prazo sejam sustentáveis para as comunidades e para o mercado.
Qual é a perspectiva para a Liderroll no cenário norte-americano?
A consolidação da tecnologia brasileira em um projeto de tamanha relevância internacional reafirma a posição da empresa em 2026. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, aponta que a inovação contínua é a chave para superar crises de infraestrutura. Portanto, a implementação do sistema Liderroll no Lago Michigan serve como um modelo global de como a engenharia de ponta pode resolver conflitos entre segurança energética e proteção ambiental.
Autor: Dmitry Petrov