Hot News
A areia do Namibe ocupa as casas de uma antiga cidade de diamantes, enquanto Antonella Giancoli e Anna Boni explicam por que a Benarrivati inclui Kolmanskop nos roteiros pela Namíbia
Regulamentação do Marco Legal dos Games chega ao setor
Emprego dos EUA perde força em setembro e amplia dilema do Federal Reserve
Split Payment entra em fase de validação técnica para empresas de pagamentos
Um hotel pode recusar um hóspede? Saiba quando a recusa configura discriminação
Banco Americano Notícias
  • Home
  • Economia
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Reading: A areia do Namibe ocupa as casas de uma antiga cidade de diamantes, enquanto Antonella Giancoli e Anna Boni explicam por que a Benarrivati inclui Kolmanskop nos roteiros pela Namíbia
Compartilhar
Banco Americano NotíciasBanco Americano Notícias
Font ResizerAa
Search
  • Home
  • Economia
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Banco Americano Notícias > Blog > Notícias > A areia do Namibe ocupa as casas de uma antiga cidade de diamantes, enquanto Antonella Giancoli e Anna Boni explicam por que a Benarrivati inclui Kolmanskop nos roteiros pela Namíbia
Notícias

A areia do Namibe ocupa as casas de uma antiga cidade de diamantes, enquanto Antonella Giancoli e Anna Boni explicam por que a Benarrivati inclui Kolmanskop nos roteiros pela Namíbia

Helena Nordvik
Helena Nordvik 28 de outubro de 2026
Compartilhar
Antonella Amaral Giancoli
Antonella Amaral Giancoli

Perto de Lüderitz, o assentamento minerador criado durante o domínio colonial alemão entrou em declínio depois da descoberta de jazidas mais ricas ao sul. As últimas famílias partiram em 1956, deixando construções que hoje são lentamente tomadas pelas dunas

Portas, janelas e restos de revestimentos ainda revelam os ambientes que um dia formaram casas, escritórios e espaços de lazer. O chão, porém, já não é o mesmo. Em parte das construções de Kolmanskop, a areia do Namibe atravessou entradas e corredores e formou dunas dentro dos próprios cômodos, transformando a antiga cidade de mineração em uma das imagens mais reconhecíveis do sul da Namíbia.

Localizada a cerca de dez quilômetros de Lüderitz, Kolmanskop surgiu durante a corrida pelos diamantes iniciada em 1908 e foi abandonada gradualmente até 1956. Antonella Giancoli e Anna Boni, cofundadora e CEO da Benarrivati Africa, incluem o local nos roteiros pelo sul do país porque suas ruínas permitem abordar, ao mesmo tempo, a história da mineração, a ocupação colonial e a capacidade do deserto de transformar uma cidade depois da saída de seus moradores.

Uma descoberta feita por um trabalhador da ferrovia

A história dos diamantes na região começa em abril de 1908. Zacharias Lewala, trabalhador da ferrovia que já havia passado pela região diamantífera de Kimberley, encontrou uma pedra enquanto trabalhava na linha próxima a Lüderitz e a entregou a seu supervisor, o alemão August Stauch. A confirmação de que se tratava de um diamante desencadeou uma corrida pela exploração das jazidas.

Lewala, porém, não ficou rico com a descoberta que mudaria a economia da região. Fontes históricas registram que foi Stauch e outros investidores europeus que conseguiram licenças e acumularam fortunas a partir da exploração subsequente.

Ainda em 1908, a administração da então África Alemã do Sudoeste declarou uma extensa faixa do território como Sperrgebiet, ou área proibida, restringindo a prospecção e o acesso. Kolmanskop cresceu rapidamente nesse contexto, recebendo residências, hospital, escola, padaria, fábrica de gelo, salão de festas e pista de boliche.

A prosperidade, no entanto, não era compartilhada de maneira igual. Enquanto administradores e funcionários europeus viviam nas áreas residenciais da cidade, centenas de trabalhadores africanos empregados na mineração eram submetidos ao sistema colonial de trabalho e alojados em compounds separados. Registros sobre Kolmanskop indicam que, nos anos 1920, cerca de 800 trabalhadores contratados do Ovamboland viviam fora do núcleo residencial principal.

O declínio começou antes do abandono

A imagem atual de uma cidade deixada repentinamente para trás simplifica uma história que durou décadas. O esgotamento progressivo das jazidas próximas já afetava Kolmanskop quando, em 1928, depósitos muito mais ricos foram encontrados ao sul, próximos à foz do rio Orange. A atividade mineradora passou a se deslocar nessa direção.

A principal operação de processamento em Kolmanskop encerrou as atividades por volta de 1930. Em 1941, a administração da companhia mineradora transferiu seu centro para Oranjemund, enquanto alguns serviços ainda permaneceram na antiga cidade. O hospital continuou funcionando até 1956, ano em que as últimas famílias deixaram o local.

Foi depois dessa saída gradual que o vento começou a alterar os interiores. Sem a manutenção constante necessária em uma região submetida a fortes ventos e deslocamento de areia, as dunas avançaram sobre ruas e construções.

Quando o deserto passa a ocupar a arquitetura

O resultado dessa transformação é especialmente visível nas antigas residências. A areia entra por janelas e portas e se acumula em diferentes alturas dependendo da posição da construção, da direção do vento e das mudanças que continuam ocorrendo na paisagem.

Não existe, portanto, um cenário completamente estático. Os mesmos cômodos podem apresentar quantidades diferentes de areia ao longo do tempo, reforçando a sensação de que Kolmanskop permanece em transformação mesmo décadas depois de ter perdido seus últimos moradores.

Parte das construções foi estabilizada ou adaptada para receber visitantes e apresentar a história da mineração. Outras permanecem em estado de ruína controlada, com paredes descascadas, portas antigas e ambientes parcialmente preenchidos pelo deserto.

Por que a Benarrivati inclui Kolmanskop no roteiro

Para Antonella Giancoli e Anna Boni, a visita ganha sentido quando o impacto visual das casas é acompanhado pelo contexto histórico de quem viveu e trabalhou naquele território.

“Kolmanskop impressiona imediatamente pela areia dentro das casas, mas a visita fica muito mais interessante quando entendemos por que aquela cidade surgiu, quem encontrou o primeiro diamante, quem enriqueceu com a mineração e quem fazia o trabalho. As ruínas são muito fotogênicas, mas também contam uma história colonial que não deve desaparecer atrás das imagens”, explica Anna Boni.

Nos roteiros da Benarrivati, a passagem é organizada de acordo com os horários oficiais de acesso e pode incluir uma visita guiada antes do tempo destinado a percorrer algumas das construções abertas ao público. Kolmanskop está dentro da região historicamente conhecida como Sperrgebiet, hoje associada ao Tsau //Khaeb National Park, onde grande parte do território continua com acesso restrito. O antigo núcleo minerador, porém, é uma das áreas preparadas para receber visitantes.

A escolha do horário também considera a luz, importante em um lugar onde janelas, paredes e dunas internas criam contrastes que mudam ao longo do dia, sem prometer exclusividade ou ausência de outros grupos.

Um roteiro pelo sul da Namíbia

Kolmanskop costuma ser combinada com Lüderitz, cidade portuária cuja própria expansão foi profundamente afetada pela corrida dos diamantes iniciada em 1908. A arquitetura colonial alemã ainda é visível em diferentes construções, ao lado de uma história namibiana muito mais ampla do que os edifícios deixados por aquele período.

A partir dessa região, a viagem pode continuar em direção ao Fish River Canyon ou seguir para outras áreas do deserto. Para Antonella Giancoli e Anna Boni, Kolmanskop acrescenta ao percurso uma dimensão histórica difícil de encontrar apenas nas grandes paisagens naturais do país.

A areia avançando sobre quartos, corredores e antigas áreas de trabalho é a imagem que tornou o lugar conhecido. O que dá significado à visita, porém, é compreender o que existia antes dela: uma corrida por diamantes iniciada pela descoberta de um trabalhador africano, uma cidade construída sob domínio colonial, relações de trabalho profundamente desiguais e um ciclo econômico que desapareceu quando a mineração encontrou territórios mais lucrativos ao sul.

Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

Você também pode gostar

Agosto exige atenção dobrada: o dinheiro em agosto pede cautela e estratégia

Os melhores sucos naturais para quem deseja ter uma vida saudável

Desenrola 2 e os novos canais para negociar dívidas: como a renegociação digital está mudando o crédito no Brasil

Gestão de resíduos sólidos urbanos: Quais os desafios e oportunidades no Brasil? Confira neste artigo

O novo papel dos estados na arrecadação e fiscalização após a reforma tributária

TAGGED:Antonela Amaral GiancoliAntonela GiancoliAntonella AmaralAntonella Amaral GiancoliAntonella Giancoli
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Artigo anterior Richard Lucas da Silva Miranda Regulamentação do Marco Legal dos Games chega ao setor
Trending
Justiça do Pará conhece modelo de gestão de finanças em visita a tribunal catarinense
Como conquistar autonomia financeira e impulsionar seus negócios e carreira
Valdir Piran
Mercado de ações: Entenda os conceitos de Mercado Primário, Secundário e de Balcão na visão de Valdir Piran.
Sergio Wilfrido Vasques Benitez
Atividade física para crianças: entenda se é recomendada e os seus benefícios
Banco Americano Notícias
© Banco Americano - [email protected]. - tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Notícias
  • Contato
  • Sobre Nós
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?